#5 Outfit Mamã e o mini me

O primeiro pensamento que tive quando abri um novo post para escrever foi:

“Eu tenho andado a comprar meias com o tamanho errado a minha vida toda. “

História contada curta, ontem a tentar encontrar umas meias cinzentas melage, só vendiam tamanhos 37-41. Ora, eu indignada, pois não faziam o meu tamanho por eu ser o 37 e costumar usar o 34-37.

Hoje a vestir-me para o dia, o outfit do dia – já agora, estamos ou não fofos? – pus estas meias e agora que já estamos no fim do dia, com os pés na cadeira enquanto escrevo, sinto o confortável que é usar neste tamanho. Tipo, mesmo confortável. E antes sentia-me sempre “apertada”. Nunca percebi o porquê. Ora se calhar foi porque andei a usar meias para crianças a minha vida toda.

Isto para dizer, que a conversa da meia indignada aplica-se exatamente ao mesmo que ser mãe.

Como mãe, temos as nossas dúvidas da melhor prática para o fazer da melhor forma possível para que não afetes o miúdo para o resto da vida. Com o tempo e o trial and error, encontras a forma que achas melhor de o fazer.

No entanto a vida tem tendência a apresentar-nos com possibilidades secundárias, mas a nossa primeira impressão é ficarmos indignadas. É nao aceitarmos. É acharmos que o que fazemos ou o que temos é de facto o melhor.

No entanto, quando acabamos por nos decidir pelas alternativas, temos a grande tendência em ficarmos surpreendidas com os resultados.

Estas alternativas que falo são conselhos não pedidos. Como mães temos a tendência a aconselharmos outras mães, caso achemos que “elas precisem de ajuda ou conselho” quando ninguém nos perguntou nada.

Como mãe no inicio, eu era capaz ainda de ficar ofendida, como se eu já fosse mãe há ions. Algumas das minhas expressões conseguiam mostrar um pouco: ” Cada uma faz como quer.”

No entanto (eu e os meus entantos), depois de já experimentar tudo e recorrer ao conselho que me foi dado, acabava sempre por me surpreender. Agora que penso, porque que raios as mães de primeira viagem acham que sabem tudo? Qual é o problema em “ouvir”? Em aceitar conselhos?

Isto foi um grande aspeto que senti muito na pele. Especialmente no primeiro ano de vida do Mikkel. Caneco se eu me isolava, foi uma coisa impressionante.

Enquanto o menino dormia a sua sexta sesta do dia, eu ia ao google e escrevia furiosamente no teclado o seguinte:

“porquê que a minha prole não me larga a teta, caraças??”

“porquê que o meu bebé nao dorme mais de uma hora e meia seguida á noite??”

“porquê que eu me sinto como a pior mãe do mundo?”

Como mães, nós fechamos-nos tanto na nossa bolha que achamos que se sairmos dela e irmos por aí a perguntar coisas ás pessoas, que nos vamos achar piores daquilo que já somos. Que nós falhámos.

Muito pelo contrário, se ganharmos a coragem para perguntarmos a pessoas com as mesmas experiências, vamos obter uma resposta no qual podemos 8/10 casos usar o conselho que nos derem.

E se tivermos as respostas – mesmo que outsourced – a vida de ser mãe pode ter outro encanto. Um encanto melhor. Não tem de ser tão difícil.

Agora por falar noutra coisa, e é EU estou a amar esta sweater. Eu vi há uns tempos que a Gina Tricot (a minha tornada nêmesis do tempo de blogging de há 8 anos atras) tinha saído com uma linha para mãe e criança, a combinar.

Eu achei super engraçado, e achava piada quando via outras mães vestirem-se de igual, mas nunca tinha encontrado assim nada que eu achasse piada. Porque vocês por esta altura já conhecem o meu estilo, não é?

Eu estava entre uma blusa bege e esta preta. A outra tinha uma mensagem um bocado too much e era bege. O Mikkel desaparecia na fotografia com certeza. Então decidi-me por esta preta. Pus a minha roupa e fui chamá-lo para pôr a dele.

PRIMEIRA VEZ que me deixou por-lhe roupa sem o maior berreiro do mundo.

Estava todo vaidoso e comecei-lhe a tirar fotos. Depois agarrou nos sapatos, disse jacket e foi a correr para a porta da rua. Coitadinho, pensava que íamos sair. Como aqui está tudo fechado e não havia sítio nenhum para levarmos a nossa sweater nova a passear, fomos dar uma voltinha de carro ver camiões e tratores. Um belo plano sim senhores.

A primeira coisa que vou fazer quando o Covid19 “acalmar-se” é ir a um restaurante! ´Tou farta de cozinhar pá!!

E voces têm a mesma opinião no que toca a aceitarem opiniões de outras pessoas?

E qual vai ser a primeira coisa a fazerem no POS-COVID19?

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